8 de ago de 2009

Poema


Caminha, poema, ainda mais e mais incendeia todas as línguas:
Essas grandes que falam
Da tua poesia

Como de lógica.

Leva em suas costas só a bolsa pendurada com o peso da poesia
Nos teus braços, deslizando
No que envolto

Dele é físico.

Caminha, poema, a uma viagem sem chegada. Passa sozinho
Para ouvir o mundo que ao teu lado
Diz nada saber

De traços últimos.

Limpa os corredores de tua poesia trancando as portas da poeira
Dessas vozes altas das verdades
Que tua forma queimam

Como lâmpadas.

Caminha, poema, pelo chão não canses de teus passos lidos
Amanhã logo após a chuva
Tuas letras ficarão

Apenas úmidas.

12 comentários:

Angélica Lins disse...

Que a tua poesia possa caminhar sempre! Sem referências de chegadas ou partidas.
E assim, passo a passo levar-te onde desejas.

Beijo

maria azenha disse...

maravilhoso!

Amo.



Beijos,

lupussignatus disse...

o ardor

da

língua



[no muro

de

cal]






*abraço*

Jonathan disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Jonathan disse...

Bom, Jefferson!!! Que o poema siga seu caminho, porque, até alguns que dizem defendê-lo, às vezes o atacam!!!

abraços!!!

ROGEL SAMUEL disse...

a estrada é o nosso destino, o caminhar, sua poesia caminha para seu destino, para o seu traço último...

Jefferson Bessa disse...

Uma honra receber comentários de pessoas tão especiais. Muito obrigado pela leitura de vocês. Um grande abraço a todos.

JOSÉ RIBEIRO MARTO disse...

li seu poema com muito gosto , é muito ... caminha poeta com tua poesia !
cordialmente
________ JRMARTo

Maria Costa disse...

Tem força e beleza este poema.
Gostei muito dele.

Abraço.

dade amorim disse...

Uma bela cumplicidade com a natureza do poema, com a mochila de realidade que ele transforma - lindo, Jefferson. Grande abraço.

Gisela Rosa disse...

Gostei muito Jeferson, desse poema em movimento.

Um abraço

Eliana Mora (El) disse...

sim, "ficarão apenas úmidas"; quem sabe, 'prontas' para fechar-se em si, ou para serem novamente lidas...

Belo poema!

Abraços
El