18 de jun de 2016

ARARA OU ARAGUAIA

A Rogel Samuel

quando a saliva resseca 
com o sal da água do mar que escama,
a audição afasta a náusea,
pois rios e voos ecoam de lá
descem e ressoam entre pedras.
asas e águas perpassam 
e falam arara ou araguaia.
o úmido na língua se deixa
aguando em doce de rio
engrandece plumas que reluzem 

elas deságuam na boca 
escorrem e não engasgam
passam ao vento como pôr do sol de janeiro
e brilham vermelho de lua entardecendo

aguadas araras e araguaias -
há um atraso na língua quando as diz,
pois tardam em suas tardes
amanhecem tardemente em vermelha arara
anoitecem azulantes na corrente da araguaia

4 comentários:

ROGEL SAMUEL disse...

ESSE SEU POEMA É MUITO BOM, POIS FAZ A METAPOESIA TÃO CARA A TODOS NÓS...

Jefferson Bessa disse...

SIM, MEU CARO! SÃO PALAVRAS QUE NOS ECOAM E QUE NO POEMA SE FAZEM E NOS FAZEM. POR ISSO, DEDICO O POEMA A VOCÊ. BOM QUE GOSTOU.

Carlos Costa disse...

VIm ao seu blog para aplaudi-lo pelo seu excepcional trabalho poético, Jefferson Bessa

Jefferson Bessa disse...

Só tenha a agradecer as suas palavras, Carlos!
O seu trabalho com poesia também merece aplausos.
Seja sempre bem-vindo,
Jefferson.