18 de out de 2011

VOLTAR

voltar a este quarto
às cortinas
à janela
às toalhas
à cama
voltar ao espelho
voltar como sempre
ao mesmo deste lugar

foi nesta hora
que quase me deixei
ser o mesmo
com os objetos do quarto.
por um momento
quase deixei o beijo
como um passado
e me lancei a dormir
o sono de olhares iguais.
por pouco não me estendi
sobre a cama como roupas
penduradas em cabide.
mas foram essas roupas
as últimas coisas iguais

agora volto
como se estivesse indo
porque a tua nudez,
a tua pele, os teus beijos,
os teus dedos, os teus abraços
o moreno do odor de teus braços
me fizeram voltar
como se nada fo
sse antes




O poema NU (nº 2) foi divulgado no blog Jornal Diz Persivo. Fico feliz e agradecido pela leitura e pela publicação. Para quem quiser visitar, clique aqui.

4 comentários:

lupuscanissignatus disse...

a casa

do

regresso


[fundada
sob os
alicerces
do amor]



*abraço,
Jeffersson*

MIRZE disse...

Belo poema, Jefferson!

A volta é sempre muito difícil, e você colocou beleza nela:

"agora volto
como se estivesse indo".

Hoje é seu dia, POETA!

Parabéns!

Beijos

Mirze

teca disse...

Ah...uma volta triunfante, cheia de intensos desejos... que bom ler seus versos...
Um beijo imenso, poeta.

ROGEL SAMUEL disse...

você volta ao tema, eu volto ao seu
blog
você - seu sujeito poético, seu personagem poético - reencontra o quarto...
eu reencontro seus versos