31 de mar de 2010

Insônia



quando acorda um poema
nos olhos pisca o contentamento

com presente densidade entra
o abraço entre o rosto móvel

de sua boca sopra o som certo
e no quarto aviva nossa insônia.

o verso desperto se põe de pé
erguidos queimamos feito vela

vejo a sua hora de sair
o poema se fez,
a vigília vai embora

de outro lugar vem chegando o sono
vem vindo me falar,
adormecer



8 comentários:

Ianê Mello disse...

Lindo poema, Jefferson.

É assim mesmo que por vezes me acontece, por isso me identifiquei.

Beijos.

Wilson Torres Nanini disse...

Adoro metapoemas, quando bem escritos como esse. Comigo acontece parecido. Após, uma noite inteira de trabalho profissional, os poemas saem quase que a jato, bem derramados... Abraço!

ROGEL SAMUEL disse...

bravo, poeta
na noite o sono personagem amante

lupussignatus disse...

"a noite

passada

acordei

com o teu

beijo"



[os teus versos
acordaram
a letra/música de
Sérgio Godinho :]


*abraço,
Jefferson*

Silvana Nunes .'. disse...

Boa noite.
Que belo espaço. Linda poesia.
Seguramnente voltarei mais vezes. Você me fez lembrar de um amigo de meu pai chamado paulo Bessa.
FOI DESSE JEITO QUE EU OUVI DIZER... deseja um bom feriado para você.
Fique na PAZ !
Saudações Educacionais !

maria azenha disse...

gosto muito deste belo poema,

beijo,


mariah

Gerana Damulakis disse...

Relação criador-criatura: excelente!

chove sobre santiago disse...

Jeduzinho
Talvez eu não saiba me expressar de forma tão bonita quanto as pessoas aí de cima, mas, seguramente eu sei falar de coisas bonitas. E principalmente, sei reconhecer as coisas bonitas.Parabéns. Acho que não preciso dizer mais nada. Loseirinha.