16 de fev de 2010

odor da carne



em você todo tremor
está no odor da carne
no suado paladar de beijo

não há nenhuma tontura
que se espalha das pernas
abertas às minhas mãos

não há mesmo nenhum deus
entre a mirra e a canela
da água eriçada das peles

eleva-se o toque crescente
sob o calor da noite, do dia
na firmeza do aroma forte

sinto o rosto hortelã de sexo
que adensa no ar, evapora
desaparece sem vertigem


*foto sem crédito encontrada na net

11 comentários:

Ana Pallito disse...

Em con
tato.

Jefferson Bessa disse...

Oi, Ana. Obrigado pela leitura. abraços. Jefferson.

dade amorim disse...

Tão bonito, Jefferson!

Beijo pra você.

Jefferson Bessa disse...

Um prazer recebê-la aqui, Adelaide! Obrigado.

Beijos.

ROGEL SAMUEL disse...

não só o poema mas a foto, o fotopoema se integra na escuridão, a mirra a canela o hortelã a agua o arrepio da água do seu poema extraordinário

Jefferson Bessa disse...

que lindo comentário, Rogel! feliz com a sua presença. grande abraço. Jefferson

Jonathan disse...

Nossa!!! Que poema, Jefferson!!!
Mt bom!!!!!!

Jefferson Bessa disse...

Bom que gostou, Jon! Valeu pela presença, amigo. abraços. Jefferson

Gerana Damulakis disse...

Já havia passado por aqui e lido este poema, mas vejo que meu comentário não entrou. Vou tentar repetir o que escrevi: a carga erótica do poema é seu ponto alto, muito bem dosada e sugestiva. Gostei muito.

Jefferson Bessa disse...

Gerana, obrigado pela leitura e pelo comentário. Um prazer a sua visita. Jefferson.

Lupuscanissignatus disse...

[dilecto]

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especiarias