26 de jul de 2009

Ver Palavras

ver palavras flutuando
       nada tem de luta vã
               nem mesmo qualquer luta há

fluem num movente
      repouso como átomo:
               dispersas - unidas

sem forças.

não ficam, não fogem
        e ao redor só a paz
                na calma de ouvi-las

sem fim.

chegam sem bater
         espalham-se, deitam
                 e embora se vão

vivem sempre assim:
          movimentos plenos
                 apesar de mim

quando me falam ou não,
          aqui vêm - pousar, voar
                   -vou largar a porta aberta.



6 comentários:

dade amorim disse...

É assim que elas gostam, Jefferson.
Beijo pra você.

ROGEL SAMUEL disse...

toda vez que aqui volto novos poemas, plenos, e afinal você deixa a porta aberta, obrigado!

lupussignatus disse...

a phala

do

núcleo


[uterinas,
essas palavras]


*abraço
atlântico*

Jefferson Bessa disse...

Sempre grato, amigos. A porta aqui estará sempre aberta para vocês. Um forte abraço.

Jefferson.

Jonathan disse...

Lindo, Jefferson!!!
Só isso: Lindo!!!!

Abraços!!!

Bezerra Guimarães disse...

às vezes pousam e mim... Sem motivo... Com motivo... São sempre assim. Diferentes, reorganizadas, projetas para meu sonho sem fim... O de descobrir a mim.